História

Origem do Nome

Registros indicam que no início da colonização, em 1895, a firma de Bento Rosa Coutinho adquiriu e efetuou a medição dos lotes na então chamada Forquetinha Superior, hoje Alta Forquetinha. Os lotes foram medidos no sentido Norte-Sul, porém o desenvolvimento foi muito moroso devido à região ser montanhosa e solo pouco fértil.

Em função do pouco sucesso deste loteamento, foi determinada, mais a Leste, da época até hoje Nova Berlim, outro loteamento que, para facilitar, ocorreu no sentido Nordeste-Sudoeste. Em meio aos dois loteamentos, houve uma grande sobra de terras, estreita ao Sul e larga ao Norte, em forma de cone.

Esta sobra foi adquirida pela firma Eichenberg & Schaan que a colonizou, em 1903, sob denominação de Canudos, pela forma diferente de medição utilizada: a terra era dividida em lotes, que tinham o formato de um canudo que se afunilava. Desta forma, todas as divisas se encontravam em um determinado ponto, ao Sul, semelhante a um leque. Sob o nome de Canudos, esta Localidade foi elevada à condição de Distrito pela Lei n.º 95, em janeiro de 1949, pelo então Prefeito Municipal de Lajeado, Hugo Oscar Spohr.

Como Município não foi possível o nome de Canudos, uma vez que já havia, no nordeste brasileiro, uma cidade com este nome. Com a sujestão do Senhor Paulinho Almir Baséggio e aprovação da população, optou-se pelo nome de Canudos do Vale, pela localização geográfica de sua sede.

O Município de Canudos do Vale, instalado em 01 de janeiro de 2001, foi regulamentado pela Lei Estadual n.º 10.755, de 16 de abril de 1996.

Colonização, Produção Agícola e Religião

A colonização no município de Canudos do Vale aconteceu a partir de 1800, inicialmente por imigrantes alemães. A partir de 1917 houve a chegada de imigrantes italianos. Estas são as duas etnias que compõem a formação básica de nossa população que conta também, porém em bem menor escala, da participação de descendentes africanos. Em 1906 foi fundada a primeira escola, que era denominada Escola Particular Católica que funcionou até 1928, sendo que de 1917 a 1923 ela se tornou Escola Particular Evangélica.

Pela formação étnica da nossa população já é possível deduzir que a base da economia do nosso Município é a agricultura, pelo sistema de minifúndio. Os principais produtos agrícolas atualmente são: fumo, milho, leite, feijão, frutas – laranjas, avicultura, suinocultura, piscicultura, olericultura e reflorestamento. A topografia, os abundantes recursos hídricos e demais recursos naturais – fauna e flora – deverão, num futuro não distante, inspirar a exploração do Ecoturismo e a implantação da agricultura agroecológica.

Predomina a Religião Católica Apostólica Romana mas se fazem presentes também a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e a Igreja Luterana de Cristo.

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